segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Economista Chefe do Banco Mundial e o puzzle mocambicano: O Sistema Financeiro (2)

"Como Mocambique pode manter taxas de crecimento elevados com um sistema financeiro tao pouco abrangente, com tantas lacunas?" - eh essencialmente o puzzle que Shanta identifica em Mocambique.

No post anterir descrevemos os principais factores criticos que fizeram c0m que o Pais pudesse manter esses ritmos de crescimento ate ao momento: (i) baixos niveis, ou pontos de partida; (ii) peso elevado dos poucos Mega-Projectos no crescimento PIB; (iii) expansao da agricultura, principalmente em extensao, e nao em aumentos de produtividade; (iv) economia da droga e de branqueamento de rendimentos de outras actividades ilicitas - este ultimo factor tem sido pouco mencionado, relativo aos outros, como o peso dos mega-projectos.

A pregunta que o Shanta levanta - entao se torna claro - nao se torna relevante senao quando os efeitos dos quatro factores mencionados se comecarem a se esgotar no espaco economico mocambicano. E quanto a isso pode-se comentar o seguinte:

a) baixos niveis de partida - de facto ainda nao se atingiram os niveis do pre-guerra (1978-79) - para nao mencionar nos niveis mais altos jamais aingidos pela economia mocambicana (1973). Assim, pequenos encrementos absolutos de valor acrescentado vao constituir percentagens grandes de crescimento enquanto as bases de partida continuarem baixas. Contudo, este factor pela sua natureza tem limites temporais definidos.

b) peso dos mega-projectos - esta tem sido a estrategia principal do Pais, pode-se dizer que desde os prinmeiros planos pos-Independencia, o PPI, e os PECs anuais se pretendiam desdobrar o PPI todos. Quando a guerra comecou a tomar proporcoes tais que inviabilizaram muitos dos mega-projectos que se tinham iniciado, pivotados por mega empresas - ou complexos - estatais, o cresciemento comecou a reduzir atte que se tornou negativo. So se pode falar de uma verdadeira reversao da tendencia no pos-guerra (apesar de os numeros mostrarem crescimentos positivos apos 1987, data de introducao do PRE e dos programas de ajustamento estrutural - estes numeros devem ser interpretados com muito cepticismo). E nao se pode dizer que, apos a recuperacao da linhas da HCB, a Mozal e a Sasol - que acrescentam apenas cerca de 5000 empregos no seu conjunto - e das criticas para se rever a estrategia baseado nos mega-projectos - a estrategia tenha essencialmente mudado, pois no horizonte se perspectivam, de forma mais persistente do que outras estrategia mais inclusivas, a tonica do dsenvolvimento de mais mega-projectos (Areias Pesadas Moma e Chibuto), contrucao de mais grandes projectos hidroelectricos como a Barragem de Mpanda Uncua, talvez com a Barragem Norte de HCB, refinaria em Nacala ou noutra loaclizacao, etc... (continua)

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